Pedimos desculpa, procuramos conexão, observamos e depois? Depois o que fazemos?

Depois vem o ponto onde nós, os pais, temos mais dificuldade… Dizer o que sentimos.

Entram em ação uma série de crenças, capas, máscaras e ideias que nos afastam (homens e pais) de dizer o que realmente sentimos.
Se estás desesperado, diz-lhe que estás desesperado.
Se estás inseguro, diz-lhe que estás inseguro.
Se te sentes impotente, revoltado, indignado, etc., diz o que sentes de forma clara, honesta e autêntica.

Isso abrirá o espaço necessário para depois saberes como ela/e se sente. Procura saber como a tua filha/o se sente.

Em seguida diz-lhe o que precisas, que necessidade tens por satisfazer naquele momento. Abertamente, sem filtros. Não necessitas ser bruto, nem agressivo pode dizer o que necessitas de forma calma, tranquila e clara.
Procura saber o que ele/a necessita. E ouve, ouve mesmo!
Por vezes tens as mesmas necessidade, pai e filha/o.

Por fim pede, pede o que queres pedir.

Quando consigo transformar momentos de “fricção”, de confronto com os meus filhos, em momentos de conexão, vulnerabilidade e entrega é mesmo transformador. Nestes momentos percebo o poder e a responsabilidade que tenho enquanto pai.

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