Cá por casa muita coisa se alterou nos últimos anos, para melhor.
O desenvolvimento pessoal entrou com grande força e tem vindo a fazer muitas mudanças, para nós pais, e isso tem-se refletido nos nossos filhos, nas nossas relações e emoções.
A PNL (Programação Neuro Linguística) equipou-nos com muito conteúdo, muita estrutura, muito entendimento para mudar e transformar.
O Coaching deu orientação, trouxe alinhamento forneceu o foco e a intenção.
A Parentalidade Consciente permitiu maior paz, mais aceitação, mais consciência.

Uma das discussões que deixou de existir aqui por casa, com os nossos filhos, foi O QUE AS CRIANÇAS TÊM QUE VESTIR. Este era um desafio muitas manhãs, se estava frio tinham que levar roupa quente, casaco, botas, meias quentes, etc. Se estava calor tinham que levar t-shirt com calções, sapatilhas, boné, etc.

Como é obvio eles nem sempre concordavam com as minhas escolhas (e da mãe) o que gerava confusão e discussões permanentes. Essas discussões deixaram de existir porque:
– Respeito demasiado os meus filhos para lhes impor a minha vontade, a minha opinião ou a minha temperatura corporal 
– Quando tomei consciência de que estava a desrespeitar a integridade deles as coisas mudaram. Percebi que eles conhecem melhor as suas necessidades do que eu.
– As minhas opiniões não têm mais nem menos valor do que a dos meus filhos. Opto por praticar Igual Valor.
– A minha intenção é permitir que se sintam confortáveis para poderem aproveitar o dia faça o tempo que fizer.

Atualmente eles decidem o que querem vestir. Claro que posso dar a minha opinião, principalmente se a pedirem ou se eu achar que o devo fazer, mas a última palavra é deles e a responsabilidade sobre a sua decisão também.

O que acontece com frequência é que eles são os primeiros a pedir a minha opinião e a pedir para eu escolher a roupa para eles. Tento não tomar essa decisão sozinho e promovo que a escolha seja deles. Todos os dias de manhã informamos sobre as condições climatéricas para o dia e eles ajustam o seu vestuário.

É espectacular, este assunto deixou de ser um momento de discussão e passou a ser um momento de troca de ideias, partilhas e consensos.

Conheço pais (e mães) que “stressam” muito com este tipo de situação porque lhes foi dito que existem regras, porque cresceram com essas regras, porque nunca se questionaram sobre a validade dessas regras e consequentemente nunca tomaram consciência do que essas regras e comportamentos desgastam na relação com os filhos.

Lembra-te, a melhor aprendizagem para o teu filho é o teu exemplo. Abdica da autoridade, opta pelo respeito. Deixa a necessidade de ter razão, opta pela compreensão. Larga os castigos, opta pelo amor. 

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